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Filme “Deixe-me Viver” será exibido em Trancoso antes de estrear nacionalmente

Redação •

Filme “Deixe-me Viver” será exibido em Trancoso antes de estrear nacionalmente
Imagem: Divulgação

O cinema brasileiro se prepara para receber uma história emocionante sobre amor, escolhas e a importância de aproveitar cada momento da vida. O longa-metragem “Deixe-me Viver”, dirigido por Walther Neto e estrelado por Mônica Carvalho, Cat Dantas e Humberto Martins, terá sua première nacional no dia 31 de outubro, no tradicional Quadrado de Trancoso, na Bahia. A produção chegará às salas de cinema de todo o país na primeira quinzena de novembro.

A exibição especial acontecerá durante a abertura do Première Trancoso Art Festival, reunindo integrantes do elenco, direção e equipe de produção. O evento também terá um significado especial para os moradores da região, já que boa parte das filmagens aconteceu em Trancoso, contando com a participação da comunidade local tanto na figuração quanto nos bastidores.

Antes de sua apresentação ao público brasileiro, o filme já havia conquistado espaço no circuito internacional. A produção foi selecionada para o Marché du Film, realizado durante a 79ª edição do Festival de Cannes, e teve sua primeira exibição mundial na 30ª edição do Inffinito Brazilian Film Festival, em Miami, nos Estados Unidos.

A história acompanha Andrea (Mônica Carvalho), uma mulher que dedica grande parte de sua rotina à carreira profissional, deixando em segundo plano a convivência com sua filha adolescente, Julia (Cat Dantas). Entretanto, a relação entre as duas passa por uma transformação profunda quando a jovem, de apenas 14 anos, recebe o diagnóstico de um câncer em estágio terminal.

Diante da gravidade da doença, Julia toma uma decisão difícil: não deseja continuar o tratamento e prefere aproveitar o tempo que ainda possui realizando experiências que sempre sonhou viver. Embora enfrente a resistência de médicos e familiares, Andrea decide respeitar os desejos da filha e embarca com ela em uma viagem para Trancoso.

Longe da rotina hospitalar, mãe e filha encontram a oportunidade de reconstruir os laços afetivos e compartilhar momentos inesquecíveis. Entre passeios pelo litoral baiano, festas, música, o despertar do primeiro amor e a celebração dos 15 anos de Julia, a jornada transforma a maneira como ambas enxergam a existência. O contato com a cultura e a espiritualidade do povo Pataxó também desempenha um papel importante na narrativa, apresentando novas perspectivas sobre a vida, a natureza e as relações humanas.

“Deixe-me Viver” propõe uma reflexão sobre os limites das decisões familiares e médicas diante de doenças incuráveis. Um dos assuntos abordados é a ortotanásia, conceito relacionado ao respeito ao processo natural da morte, evitando intervenções desproporcionais destinadas exclusivamente a prolongar a vida.

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