Suspense com Marina Ruy Barbosa e Lázaro Ramos, 'Antártida' estreia nos cinemas
Redação •

Antártida, novo filme do diretor Bruno Safadi, estreiou nos cinemas e leva um mistério policial para um cenário pouco explorado pelo cinema nacional: uma estação da Marinha brasileira no continente gelado.
A história acompanha cientistas e militares enviados à base durante o inverno polar. Logo no primeiro dia da novata Inês (Marina Ruy Barbosa), porém, a personagem sofre um ataque brutal. Com o crime, os sete homens que estão no local passam a ser suspeitos, enquanto a subcomandante Elisabeth (Andrea Beltrão) assume a investigação.
A estrutura lembra os mistérios protagonizados por Hercule Poirot, personagem criado por Agatha Christie e levado aos cinemas recentemente em uma trilogia dirigida e estrelada por Kenneth Branagh. Assim como nas histórias do detetive, Antártida reúne um grupo de suspeitos em um ambiente isolado e transforma o próprio cenário em parte do mistério.
Atuações são ponto forte da trama
Diante do mistério que envolve a trama, Antártida também explora o ambiente inóspito em que a história se passa. O frio extremo da região é incorporado à narrativa, com os personagens enfrentando as baixas temperaturas e buscando recursos para sobreviver às condições adversas. A produção tecnológica do longa contribui para construir esse cenário e reforçar a sensação de isolamento.
É a partir desse cenário de isolamento que a trama desenvolve os conflitos entre os personagens. O ataque sofrido por Inês abre espaço para discussões sobre machismo, masculinidade tóxica e a rede de proteção entre homens, temas que ganham força especialmente nas cenas de confronto. Ao longo da história, porém, o roteiro também tenta abordar questões como racismo e LGBTfobia. Inseridos de maneira pontual e pouco desenvolvida, esses temas acabam dispersando a narrativa e não alcançam a mesma força das discussões centrais do filme.